Composteira (07/01 até 14/01)

Composteira em 14/01

Composteira em 14/01

Composteira ou compostagem é o nome que se dá ao processo de produzir composto a partir do planejamento e combinação de técnicas e elementos. Na natureza selvagem quando um fruto cai da árvore e apodrece, com o tempo ele passa a fazer parte da terra novamente gerando nutrientes para a mesma árvore de onde caiu, completando assim um ciclo. Nesta sociedade, os frutos, folhas, raízes e legumes que comemos estão muito longe dos seus lugares de origem, seus talos, cascas e partes estragadas vão para o lixo. Colocando ponto final em algo que poderia estar infinitamente em movimento. A composteira é uma maneira de tentar incluir esses restos de alimentos dentro de um ciclo de maneira otimizada. Em uma rápida busca na internet encontramos mil maneiras de como ter uma em casa, no apartamento e no quintal. A minha ideia é deixar registrado aqui no blog todo o processo dessa que estou fazendo e depois experimentar outras maneiras, um pouco para testar essas mil que encontramos nas internetz. O comecinho dela, vocês encontram aqui.

Basicamente os “ingredientes” para fazer a composteira são:

Não está muito visível, mas nesta foto tem os rastros de uma lesma na segunda semana da composteira

Não está muito visível, mas nesta foto tem os rastros de uma lesma na segunda semana da composteira

O ideal é tentar colocar os restos dos vegetais em pedaços pequenos

O ideal é tentar colocar os restos dos vegetais em pedaços pequenos

  • material fresco (cascas de frutas, legumes, etc)
  • material seco (palha, serragem, cinza, papelão, etc)
  • água
  • ar

O que varia são os lugares onde produzir o composto e a quantidade dos “ingredientes”: em balde, direto na terra, em caixas ou barris; pouco material seco, muito material seco, com água, sem água…

Até agora ela parece estar funcionando bem, não está dando mal cheiro, nem bichos como barata, de vez em quando vejo uma aranha (daquelas pequenas que tem no mato), um besourinho. Em teoria, ela estará funcionando 100% se estiver esquentando bastante, a ponto de espantar insetos e não deixar que sementes germinem.

Principais fontes:

–  “Escola Sustentável”

escola

 

 

 

 

 

– “Soluções Sustentáveis”

agri

 

 

 

 

 

___________________Post_Editado___ 26/01/2014_________________

Em um momento de estudo e pesquisa, achei na Wikipédia um artigo sobre Compostagem que parece ser muito bom. Segue um pedacinho do que achei lá:

Os principais fatores que governam o processo de compostagem são:

a) Microrganismos: A conversão da matéria orgânica bruta ao estado de matéria humificada é um processo microbiológico operado por bactérias, fungos e actinomicetes. Durante a compostagem há uma sucessão de predominâncias entre as espécies envolvidas.

b) Umidade: A presença de água é fundamental para o bom desenvolvimento do processo. Entretanto, a escassez ou o excesso de água pode desacelerar a compostagem.

c) Aeração: A compostagem conduzida em ambiente aeróbio, além de mais rápida, não produz odores putrefatos nem proliferação de moscas.

d) Temperatura: O metabolismo exotérmico dos microrganismos, durante a fermentação aeróbia, produz um rápido aquecimento da massa. Cada grupo é especializado e desenvolve-se numa faixa de temperatura ótima. Promover condições para o estabelecimento da temperatura ótima para os microrganismos é fundamental.

e) Relação Carbono / Nitrogênio (C/N): Os microrganismos absorvem os elementos carbono e nitrogênio numa proporção ideal. O carbono é a fonte de energia para que o nitrogênio seja assimilado na estrutura.

f) Preparo prévio da matéria-prima: A granulometria é muito importante uma vez que interfere diretamente na aeração da massa original. Partículas maiores promovem melhor aeração, mas o tamanho excessivo apresenta menor exposição à decomposição e o processo será mais demorado.

g) Dimensões e formas das pilhas: Quanto ao comprimento, este pode variar em função da quantidade de materiais, do tamanho do pátio e do método de aeração. Já a altura da pilha depende da largura da base. Pilhas muito altas submetem as camadas inferiores aos efeitos da compactação. Pilhas baixas perdem calor mais facilmente ou nem se aquecem o suficiente para destruir os patogênicos. O ideal é que as pilhas apresentem seção triangular, com inclinação em torno de 40 a 60 graus, com largura entre 2,5 e 3,5 metros e altura entre 1,5 e 1,8 metros.

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