Reciclando… comida

É “gritante” a quantidade de alimentos que são desperdiçados todos os dias em todos os lugares possíveis. No seu bairro tem feira? Experimente passar lá assim que a feira estiver acabando e veja a quantidade de legumes e verduras que simplesmente vão para o lixo… Nos centros de distribuição fica mais evidente ainda. Abaixo o último “recicle” que fiz:

Higienização dos alimentos

Higienização dos alimentos

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Higienização dos alimentos

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Higienização dos alimentos

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Prontos para serem consumidos

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Essa batata baroa deu umas ótimas bolinhas de “”queijo”” veganas

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“Arrumação” dos alimentos: tirando partes ruins, planejando o que fazer com eles, vendo o que tem que ser preparado primeiro…

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A cidade sendo cidade

Os planos de uma casa “legal-vegan-permacultural-sustentável” tiveram que ser interrompidos depois que me mudei. Duas horas e meia para fazer um percurso de mais ou menos 40 km na ida para o trabalho e podendo chegar a três horas na volta, não estava fácil de aguentar. Morando mais perto do trabalho as coisas deveriam melhorar… E melhoraram. Mas não se enganem. O trânsito não melhorou, o engarrafamento continua lá, eu que deixei de passar por ele.

Nessa nova casa, no entanto, as reflexões e ações sobre questões “verdes” continuam surgindo. Seja na produção de mudinhas (já temos duas de cebolinha, uma de cebola e uma de alho. Em breve, fotos) e no desejo de conseguir envolver as crianças do entorno nessa produção; ou quando o nariz fica ardendo e a garganta seca fazendo-nos questionar o que há de errado.

Esse segundo ponto tem me proporcionado algumas reflexões. No tempo frio, geralmente as pessoas são acometidas por alguns problemas respiratórios, tidos como normais para essa época do ano. Mas o quanto de “normal” tem nisso tudo? Onde moro agora, por exemplo, só existe entrada/saída de ar (janela e porta) de um dos lados da casa. Como fazer o ar circular nessas condições? Se você nunca notou, quando tiver em um ambiente com janelas/portas em direções opostas experimente abrir apenas um dos lados e observe o ambiente, depois abra os dois e veja como que quase imediatamente uma corrente de ar se forma. No famoso livro Manual do arquiteto descalço, é possível descobrir ainda, por exemplo, como a posição das janelas vão permitir a entrada/saída de ar quente/frio.

brtUma outra questão importante nessa discussão é a constante piora da qualidade do ar na cidade do Rio de Janeiro. Na reportagem acima fica evidente que no planejamento urbano da cidade essas questões são completamente deixadas de lado.

Com isso, não quero dizer que as condições do frio não provocam alterações na gente, é lógico que mudam, principalmente em um local majoritariamente quente como a cidade do Rio de Janeiro. A minha tentativa é de chamar a atenção para nossa falta de atenção com o meio. É preciso “estar” de um jeito diferente no mundo, para que não moremos em uma casa, que é praticante um forno solar no verão, e um local propício para proliferação de ácaros no inverno. Para que não tenhamos projetos urbanos, nos quais os aspectos os aspectos negativos suplantam os aspectos positivos.

#ficaAdica

 

Notícias do front

Depois que minhas férias acabaram (trabalho como professora em dois lugares) ficou praticamente impossível dar a atenção necessária ao que eu já havia iniciado. Fiquei quase um mês só indo para casa no fim de semana. Mesmo com todo o abandono, um  pezinho de pimentão permanecia firme e forte… até ontem! Quando fui regá-lo à noite, notei que ele não estava mais lá no vasinho. Chegando bem perto, notei que havia um “cocôzinho” de caramujo africano. Hoje de manhã quando fui ver se o caramujo havia se alojado no vasinho (que na verdade era uma bota velha), descobri dois caramujos comendo o vasinho improvisado onde estava a cebola (outra remanescente do abandono) , uma caixinha de papelão. A notícia boa é que aparentemente só comeram as folhas do pimentão, a raiz não parece ter sido afetada, talvez ele brote novamente. A composteira que não está indo nada bem. O local onde ela está não pega sol em nenhum momento do dia nessa época do ano. Talvez eu a mude para a parte de trás do quintal.

É desanimador não poder me dedicar o quanto desejo, por conta de fatores como trânsito e trabalho. Uma vida com mais verde é definitivamente uma vida sem trânsito e sem trabalho!

Sentimento de hoje. (Copiei da internet certa vez, mas esqueci de guardar a referência da imagem)

Sentimento de hoje. (Copiei da internet certa vez, mas esqueci de guardar a referência da imagem)

 

 

Um mês depois: é mais difícil do que parece

Como eu já esperava, com o fim das férias ficou complicado manter um acompanhamento diário do que acontecia no quintal. Abaixo, comento separadamente a situação atual das primeiras ações, composteira e hortinha de vasos; falo também sobre o pé de acerola e a captação da água da chuva feita “na tora”.

Composteira depois de sua primeira chuva (16 de janeiro)

Composteira depois de sua primeira chuva (16 de janeiro)

COMPOSTEIRA: Devido à falta de chuva, a composteira tem ficado muito seca, nas últimas três ou quatro vezes que acrescentei material fresco não adicionei material seco e ainda joguei um pouquinho de água. Depois da primeira chuva que pegou, fui revirá-la e encontrei 1 lesma, 1 gongolo e diversas larvas bem gordinhas (não sei de que inseto é, tem aproximadamente 1,5 cm), mas continuava sem apresentar cheiro ruim. Com o tempo a lesma e o gongolo sumiram e a quantidade de larvas diminuiu, após a última revirada (hoje de manhã) vi apenas uma larva. No momento minhas principais dúvidas são: *qual a frequência que devo revirar a composteira? Como fico preocupada em verificar se tudo está correndo bem, acabo revirando quase toda vez que vou acrescentar novo material. É certo que um dos elementos necessários para uma boa compostagem é o oxigênio, no entanto fico em dúvida se muitas reviradas podem atrapalhar o funcionamento; *a composteira está funcionando? Todo começo de compostagem é assim? Ela ainda não esquenta, isso tem relação com o volume de material, ou estou fazendo algo errado?

HORTINHA DE VASOS: O pimentão já estava com uns 2,5 cm quando coloquei ele para pegar o sol da manhã e acabei esquecendo dele. Resultado: secou completamente e não se recuperou (já plantei novas sementes, mas ainda não germinaram). A cebolinha parece estar morrendo. Puxando um dos raminhos verifiquei que a base parecia estar apodrecendo, a camada de drenagem do vasinho pode não ter sido feita direito. Coloquei o vasinho ontem de manhã no sol e desde então ainda não reguei, li que às vezes é preciso evitar excesso de água. Estou esperando para ver o que acontece. Como três plantinhas não resistiram ao sol (ervilha, pimentão e coentro) praticamente não estava deixando a cebolinha no sol. O alho é o único que até o momento parece estar “firme e forte”.

20140120_07441320140114_084159ACEROLA: Depois que retirei a erva-de-passarinho, o pé de acerola deu um salto incrível. Rapidamente floresceu e logo começaram a surgir várias acerolinhas. A última “remessa” de acerolas acabou madurando sem crescer muito. Não sei se por falta de nutrientes no solo ou por falta de chuva.

CAPTAÇÃO DA ÁGUA DA CHUVA: Como já comentei em outras postagens, o solo daqui tem um problema muito sério de absorção de água. Demora muito. Esse foi um forte motivo que me fez pensar em captação, o outro foi experimentar uma técnica da permacultura e economizar com a conta de luz (a água aqui é de poço artesiano, puxada com bomba elétrica). Pretendo utilizar essa água para molhar as plantas e lavar roupa basicamente. Abaixo, um pequeno esquema (feito no Gimp sem muita preocupação com proporção) de como foi feita:

esquema captação  Enquanto preparava a postagem começou a chover e aparentemente correu tudo bem \o/ O segundo andar da casa ainda está em construção, ou seja, pronto para receber projetos e novidades, que são mais dificeis de adaptar em uma casa já terminada. Seria ótimo se eu pudesse utilizar a água da chuva na descarga, mas a parte hidraúlica já está feita, depois vou estudar para ver o que é possível fazer nesse sentido. Se alguém tiver ideias de coisas “sustentáveis” que possam ser incorparadas na casa é só comentar aí embaixo. :)

Não conheço o pessoal, mas aproveito para divulgar Oficina de captação de água da chuva amanhã no Grajaú. (Para acompanhar outros eventos clicar em Onde ir?)

Outras ideias de captação que achei na internet:

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Captação IPEC utilizando ferrocimento

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____________POST___EDITADO____21 de fevereiro de 2014

Fotos da captação do esquema acima

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Planos para o quintal

Os próximos passos para a revitalização-construção do meu quintal serão:

    1. Plantar ervilha para auxiliar na nitrogenação do solo. É possível conferir mais um pouquinho do assunto aqui: Funções do nitrôgenio Já havia colocado uma semente para germinar, só que ontem, depois de dois dias fora de casa, encontrei ela secando :/ Provavelmente foi o tempo muito quente e seco. Aqui não chove faz semanas…
    2. Tomate em baldes –  Na minha primeira tentativa de plantar tomates em 2010/2011, tive dois “dificultores”: lesmas que comiam os tomates mais perto do chão e um inseto, que inicialmente eu achava que era pulgão, mas depois de fazer uma pesquisa na internet, achei que se assemelhava mais com a cochonilha. Há algum tempo atrás vi umas imagens de tomates suspensos e logo considerei que poderia ser uma alternativa para fugir das lesmas e cochonilhas. Na semana passada encontrei esse link que é um pequeno tutorial sobre como plantar tomates assim. 5830_542238119129379_1505598080_n 555858_551293368223854_1273655306_n
    3. Plantar mais uma árvore no quintal de trás (o que já tem o pé de acerola) – Como é um espaço pequeno, estava pensando em plantar uma árvore de pequeno porte, pensei em um mamoeiro. (Aceito sugestões! :) )
    4. Plantar batatas ou outra raiz para afofar o solo. O solo do meu quintal é constituído basicamente de barro por ter sido aterrado antes de virmos para cá e é muito compacto. Considero que esta quarta etapa será essencial para um dia meu quintal se tormar um lugar “plantável”
      Último registro da ervilha no dia 20/01/2014

      Último registro da ervilha no dia 20/01/2014

      (Aproveito o post para dizer que agora os registros com foto serão mais complicados, utilizava a câmera do celular para fotografar, mas ontem meu celular foi roubado. (Segunda vez em menos de um ano. Segunda vez em um sábado de manhã indo para o trabalho…) Ainda tenho alguns registros que não vieram para o blog… o ruim é que um período vai ficar sem os registros… )

Hortinha de vasos (05/01/14 até 18/01/14)

Pimentão, alho, cebolinha, coentro e ervilha em 13/01

Pimentão, alho, cebolinha, coentro e ervilha em 13/01

A horta aqui do quintal está começando como uma hortinha de vasos por vários fatores. Além dos já comentados, como a existência de caramujos e ser um solo pobre em nutrientes (aparentemente), tem ainda o alagamento que acontece no quintal de trás toda vez que chove muito. A quantidade de água que cai da calha é muito grande, e o quintal de mais ou menos 30m quadrados, não tem capacidade de drenar essa quantidade (A solução disso será assunto de outra postagem).

Como preparei os vasinhos?

Coloquei no fundo de cada um, uma quantidade de mais ou menos 1 cm de areia e pedras pequenas e depois completei com terra preta (um pacote de 5 kg saiu por R$2,50). Depois de ter feito isso achei esse blog que ensina a fazer com pedras de argila no lugar de areia e pedrinhas.

Alho 17/01/2014

Alho 17/01/2014

Alho: peguei 3 dentes de alho e coloquei num vasinho pequeno só para brotarem, depois passarei para um vaso maior. Plantei no dia 05/01 e até agora somente um brotou. Sempre é um risco contar que plantas, sementes e frutos em geral comprados em supermercados brotem, pois muitos podem ser transgênicos (a produção de transgênico está diretamente envolvida com a privatização/monopólio da produção agrícola; pois extermina as sementes não modificadas ao mesmo tempo que gera uma necessidade de compra de sementes modificadas, as sementes que esses frutos geram costumam ser “infertéis”. Para saber mais sobre sementes criolas dê uma olhadinha aqui e aqui). Ou apenas estão muito envelhecidos ou “maltratados”.

Coentro secou de vez

Coentro secou de vez

Coentro morrendo

Coentro morrendo

Coentro no dia que foi plantado (07/01/2014)

Coentro no dia que foi plantado (07/01/2014)

Coentro: Utilizei a raiz de um pezinho de coentro também comercializado em supermercados. De um dia para o outro ele brotou, mas depois de uns dois ou três dias ele começou a secar até que morreu de vez. Não sei qual foi a causa exata. Durante esse período estava muito quente, com medo de “cozinhar” a mudinha, eu a regava (assim como os outros vasinhos) somente uma vez ao dia, por volta de 19h.

Cebolinha: Seguindo a mesma ideia do coentro, plantei a cebolinha e até agora ela tem crescido muito bem.

Pimentão: Tirei as sementes de um pimentão comprado no sacolão e plantei em uma bota velha que tinha aqui em casa. Plantei no dia 12/01 mas até hoje nada brotou.

Ervilha brotando depois de 4 dias plantada

Ervilha brotando depois de 4 dias plantada

Ervilha: Leguminosas costumam ser ótimas no processo de preparar o solo para plantar. Separei algumas ervilhas e plantei dentro do próprio saquinho em que são comercializadas para depois serem transportadas para o solo. Até agora, entre mais ou menos 5 ervilhas, uma brotou.

Composteira (07/01 até 14/01)

Composteira em 14/01

Composteira em 14/01

Composteira ou compostagem é o nome que se dá ao processo de produzir composto a partir do planejamento e combinação de técnicas e elementos. Na natureza selvagem quando um fruto cai da árvore e apodrece, com o tempo ele passa a fazer parte da terra novamente gerando nutrientes para a mesma árvore de onde caiu, completando assim um ciclo. Nesta sociedade, os frutos, folhas, raízes e legumes que comemos estão muito longe dos seus lugares de origem, seus talos, cascas e partes estragadas vão para o lixo. Colocando ponto final em algo que poderia estar infinitamente em movimento. A composteira é uma maneira de tentar incluir esses restos de alimentos dentro de um ciclo de maneira otimizada. Em uma rápida busca na internet encontramos mil maneiras de como ter uma em casa, no apartamento e no quintal. A minha ideia é deixar registrado aqui no blog todo o processo dessa que estou fazendo e depois experimentar outras maneiras, um pouco para testar essas mil que encontramos nas internetz. O comecinho dela, vocês encontram aqui.

Basicamente os “ingredientes” para fazer a composteira são:

Não está muito visível, mas nesta foto tem os rastros de uma lesma na segunda semana da composteira

Não está muito visível, mas nesta foto tem os rastros de uma lesma na segunda semana da composteira

O ideal é tentar colocar os restos dos vegetais em pedaços pequenos

O ideal é tentar colocar os restos dos vegetais em pedaços pequenos

  • material fresco (cascas de frutas, legumes, etc)
  • material seco (palha, serragem, cinza, papelão, etc)
  • água
  • ar

O que varia são os lugares onde produzir o composto e a quantidade dos “ingredientes”: em balde, direto na terra, em caixas ou barris; pouco material seco, muito material seco, com água, sem água…

Até agora ela parece estar funcionando bem, não está dando mal cheiro, nem bichos como barata, de vez em quando vejo uma aranha (daquelas pequenas que tem no mato), um besourinho. Em teoria, ela estará funcionando 100% se estiver esquentando bastante, a ponto de espantar insetos e não deixar que sementes germinem.

Principais fontes:

–  “Escola Sustentável”

escola

 

 

 

 

 

– “Soluções Sustentáveis”

agri

 

 

 

 

 

___________________Post_Editado___ 26/01/2014_________________

Em um momento de estudo e pesquisa, achei na Wikipédia um artigo sobre Compostagem que parece ser muito bom. Segue um pedacinho do que achei lá:

Os principais fatores que governam o processo de compostagem são:

a) Microrganismos: A conversão da matéria orgânica bruta ao estado de matéria humificada é um processo microbiológico operado por bactérias, fungos e actinomicetes. Durante a compostagem há uma sucessão de predominâncias entre as espécies envolvidas.

b) Umidade: A presença de água é fundamental para o bom desenvolvimento do processo. Entretanto, a escassez ou o excesso de água pode desacelerar a compostagem.

c) Aeração: A compostagem conduzida em ambiente aeróbio, além de mais rápida, não produz odores putrefatos nem proliferação de moscas.

d) Temperatura: O metabolismo exotérmico dos microrganismos, durante a fermentação aeróbia, produz um rápido aquecimento da massa. Cada grupo é especializado e desenvolve-se numa faixa de temperatura ótima. Promover condições para o estabelecimento da temperatura ótima para os microrganismos é fundamental.

e) Relação Carbono / Nitrogênio (C/N): Os microrganismos absorvem os elementos carbono e nitrogênio numa proporção ideal. O carbono é a fonte de energia para que o nitrogênio seja assimilado na estrutura.

f) Preparo prévio da matéria-prima: A granulometria é muito importante uma vez que interfere diretamente na aeração da massa original. Partículas maiores promovem melhor aeração, mas o tamanho excessivo apresenta menor exposição à decomposição e o processo será mais demorado.

g) Dimensões e formas das pilhas: Quanto ao comprimento, este pode variar em função da quantidade de materiais, do tamanho do pátio e do método de aeração. Já a altura da pilha depende da largura da base. Pilhas muito altas submetem as camadas inferiores aos efeitos da compactação. Pilhas baixas perdem calor mais facilmente ou nem se aquecem o suficiente para destruir os patogênicos. O ideal é que as pilhas apresentem seção triangular, com inclinação em torno de 40 a 60 graus, com largura entre 2,5 e 3,5 metros e altura entre 1,5 e 1,8 metros.

Primeiros trampos (05-01-2014 até 11-01-2014)

Uma das primeiras coisas que fiz foi fazer uma cata manual dos caramujos africanos. A quantidade aqui, principalmente no quintal atrás da casa, é bem elevada. Eles podem fazer o sonho de construir uma horta ir por água-baixo. Fiz uma rápida pesquisa na internet e recomendo essa reportagem no site da Fiocruz sobre como lidar com esses animaizinhos. Segundo ela, a preocupação com a inserção dos caramujos no nosso habitat está relacionada também com desequilíbrio ambiental e diversidade, já que eles não são muito seletivos no que comem e por não terem um predador natural.

20140106_092346Boa parte da madeira entulhada já estava bem apodrecida. Resolvi usá-la como material seco para a composteira. Com a mão mesmo fui desfazendo os pedaços de madeira e armazenei em uma caixa de plástico que eu já tinha. Com a ajuda do Marcus e de sua tico-tico, alguns pedaços de madeira mais resistentes foram cortados em vários pedacinhos para facilitar o processo de decomposição.

Escolhi um cantinho do quintal para fazer a composteira, seguindo mais ou menos as orientações daqui. Como base utilizei uma lajezinha (dessas que se compram prontas que vem junto com a caixa de esgoto) e para delimitar o espaço utilizei tijolos de alvenaria (sobras de obra). Ela ficou com mais ou menos 60cm X 45cm. Utilizei cimento somente para tampar os buracos dos tijolos, deixei-os  somente encostados uns nos outros. Preparei também uma tampa (provisória) utilizando materiais que eu já tinha em casa: tela, martelo, grampeador e cabo de vassoura.

Horta. O plano inicial era gerar terra boa com a composteira para começar a fazer alguns canteiros. E enquanto isso, eu plantaria coisas em vasinhos de planta, tentaria melhorar o solo e pensaria em uma solução para manter as gatinhas que tenho longe da horta (elas não podem ver uma terra fofinha revirada…). Mas ontem (11/01/2014), a Kika, namorada do meu irmão, veio falar sobre fazer uma horta, que tinha várias sementes e tal, já pensando em plantar direto no solo. Ainda não sei como farei (ou faremos). Falamos rapidamente sobre a composteira e ela lembrou que é uma prática bem parecida com a do banheiro seco que ela viu em um squat. São parecidas porque estão dentro do mesmo princípio, o da permacultura.

Mudinhas de coentro, alho e cebolinha (plantei a partir do que vende no supermercado mesmo)

Mudinhas de coentro, alho e cebolinha (plantei a partir do que vende no supermercado mesmo)

Primeiros dias da composteira

Primeiros dias da composteira

Acerola sem a erva-de passarinho.

Acerola sem a erva-de passarinho.

Quintal sem as madeiras entulhadas, mas com algumas ainda espalhadas

Quintal sem as madeiras entulhadas, mas com algumas ainda espalhadas

Cantinho da composteira

Cantinho da composteira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

—————– POST— EDITADO — 07 de fevereiro de 2014————————-

Um link sobre permacultura que achei no Jardim do Mundo bem melhor!

Reciclando ideias: primeiras tentativas (2010 – 2011)

Em 2010 depois de ter contato com discussões sobre permacultura e agroecologia fiquei com vontade de testar coisas nesse sentido, plantar, fazer composteira, captar água da chuva, fazer forno solar… Cheguei a começar a desenvolver uma horta, teve mamão, teve tomate, teve “alegrinho” (forma como um amigo chama o alecrim) e pimentão em vasos de planta, teve beijo (flor também conhecida como maria-sem-vergonha), teve também composteira que funcionou por um tempo. O mamão deixou de “dar” (isso normalmente ocorre, mas o solo pobre em nutrientes provavelmente acelerou o processo); deu pulgão no pé de tomate, quando os frutos começaram a crescer, foram as lesmas que dificultaram o processo; os beijos morreram por conta do sol escaldante; deu formiga no vaso do alegrinho e minha mãe desavisadamente jogou veneno de matar mosquito e ele morreu; a caixa da composteira se desfez (era de madeira e ficava em cima de um tripé, um belo dia o tripé quebrou e levou tudo ao chão). Recentemente a ideia de fazer uma horta foi reciclada, tentarei mudar algumas coisas, outras manterei e vamos ver no que vai dar.

Mamoeiro carregado

Mamoeiro carregado

Pedaço da horta

Tentativa de impedir que as lesmas comessem os tomates mais próximos do solo: saquinhos de papel. Resultado: comeram o saquinho também

Tentativa de impedir que as lesmas comessem os tomates mais próximos do solo: saquinhos de papel. Resultado: comeram o saquinho também

A composteira funcionava bem, olhem que belo composto

A composteira funcionava bem, olhem que belo composto

Vassoura amarrada ao tomateiro para ajudar na sustentação

Vassoura amarrada ao tomateiro para ajudar na sustentação

Pimentão

Pimentão